Pico da bandeira, quem não conhece pelo menos já ouviu
falar, afinal é o terceiro maior pico do Brasil. Com mais de 2800 metros de
altitude, fica entre os estados de MG e ES no Parque Nacional do Caparaó na
Serra do Caparaó.
Cachoeira das Andorinhas
Além do pico o parque
e a cidade contam com varias cachoeiras, em nossa visita só visitamos a
Cachoeira das Andorinhas e pretendemos retornar não só pra subirmos o pico, mas
também pra visitarmos as cachoeiras que ficaram faltando. Enfim, ao chegarmos a
Alto do Caparaó (subimos pelo lado de Minas) paramos na entrada da cidade pra
algumas fotos e em seguida partimos pra cidade e logo depois Cachoeira das
Andorinhas. O bacana da Andorinhas é que além das quedas maravilhosas que ela
possui, ainda tem pequenas trilhas que levam pra outras partes da cachoeira, a
um pomar e a uma pequena casa feita de pau a pique, a administração da
cachoeira cobra uma pequena taxa de entrada para manter a limpeza e organização
do local, possui também um restaurante para os visitantes que quiserem comer
por lá. Vale a pena dar um pulinho lá.
Casa feita de pau a pique.
A subida até o topo do pico realmente é uma vitória, o
perrengue inicia na portaria onde esperamos jipes que nos levam pelos 10 km de
muito morro até a tronqueira, parte onde fica o mirante e o camping, são poucos
os que acampam na tronqueira a maioria prefere encarar mais de 3 km de subida
até o terreirão (segunda área de camping), foi assim que fizemos, mas essa
caminhada toda vale a pena, a vista que se tem na subida é linda, da pra ver o
Vale Encantado e muito mais. A caminhada é um pouco complicada, o sol é bem
forte e em algumas partes o caminho é um pouco complicado, nada que atrapalhe
muito só algumas pedras e locais escorregadios.
Chegamos ao terreirão
a tempo de ver o por do sol e montamos nossas barracas, depois de tudo no seu
lugar é hora de descansar um pouco, algumas pessoas ficam acordadas fazendo
bagunça e outras tentam descansar pra subida até o topo. Ficamos na barraca até
+- umas 3hrs da manhã se não me engano, arrumamos as coisas que queríamos levar
e começamos a subida, basicamente subir não tem erro já que todos sobem juntos,
mas é bom acompanhar o grupo, o caminho é complicado pra quem não tem preparo
físico, muitas pedras, algumas soltas que exigem muito cuidado na subida alguns
locais ficam mais fáceis de subir com o auxílio das mãos, é bonito olhar o
caminho que fica todo iluminado com as luzes das lanternas, andando o frio
reduz e até começamos a suar quando isso acontece é bom tirar uma das blusas
pra não dar hipotermia se começar a sentir frio coloque novamente. Depois de
muito andar chegamos ao topo, infelizmente andamos muito rápido e chegamos cedo
demais ficamos aguardando mais de uma hora até o nascer do sol, o frio lá em
cima chega a ser doloroso, mas a visão do nascer do sol, das cidades, das
montanhas que se tem lá de cima compensa qualquer sacrifício e se torna uma
vitória, uma conquista.
Topo do Pico da Bandeira
A descida é bem mais tranquila já que está de dia e o sol
ameniza bem o frio, chegando de volta ao terreirão desmontamos nossas barracas
arrumamos tudo e descemos até a tronqueira pra aguardar os jipes que nos
levariam de volta a portaria. De volta à cidade, almoçamos e viemos embora, a
animação da ida foi embora e o cansaço tomou conta de nós, mas a sensação que
ficou foi gratificante.
O único ponto negativo é a administração do parque que deixa
muito a desejar, encontramos muito lixo nas subidas, o valor dos jipes que foi
consultado antes por telefone foi passado errado, além disso, soubemos que a
casa de repouso que é alugada e reservada com antecedência, foi alugada pra
mais de dois grupos diferentes, os banheiros são uma vergonha não possuem luz
elétrica e as placas de luz solar não funcionam, e são extremamente sujos a
limpeza também depende de nós visitantes, mas a situação é desanimadora.
Não deixe de visitar o parque, mesmo com necessidade de
alguns reparos administrativos é um dos lugares mais bonitos que já vimos.








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