quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Pico da bandeira.




Pico da bandeira, quem não conhece pelo menos já ouviu falar, afinal é o terceiro maior pico do Brasil. Com mais de 2800 metros de altitude, fica entre os estados de MG e ES no Parque Nacional do Caparaó na Serra do Caparaó.

Cachoeira das Andorinhas

 Além do pico o parque e a cidade contam com varias cachoeiras, em nossa visita só visitamos a Cachoeira das Andorinhas e pretendemos retornar não só pra subirmos o pico, mas também pra visitarmos as cachoeiras que ficaram faltando. Enfim, ao chegarmos a Alto do Caparaó (subimos pelo lado de Minas) paramos na entrada da cidade pra algumas fotos e em seguida partimos pra cidade e logo depois Cachoeira das Andorinhas. O bacana da Andorinhas é que além das quedas maravilhosas que ela possui, ainda tem pequenas trilhas que levam pra outras partes da cachoeira, a um pomar e a uma pequena casa feita de pau a pique, a administração da cachoeira cobra uma pequena taxa de entrada para manter a limpeza e organização do local, possui também um restaurante para os visitantes que quiserem comer por lá. Vale a pena dar um pulinho lá.

Casa feita de pau a pique.

A subida até o topo do pico realmente é uma vitória, o perrengue inicia na portaria onde esperamos jipes que nos levam pelos 10 km de muito morro até a tronqueira, parte onde fica o mirante e o camping, são poucos os que acampam na tronqueira a maioria prefere encarar mais de 3 km de subida até o terreirão (segunda área de camping), foi assim que fizemos, mas essa caminhada toda vale a pena, a vista que se tem na subida é linda, da pra ver o Vale Encantado e muito mais. A caminhada é um pouco complicada, o sol é bem forte e em algumas partes o caminho é um pouco complicado, nada que atrapalhe muito só algumas pedras e locais escorregadios.

Chegamos ao terreirão a tempo de ver o por do sol e montamos nossas barracas, depois de tudo no seu lugar é hora de descansar um pouco, algumas pessoas ficam acordadas fazendo bagunça e outras tentam descansar pra subida até o topo. Ficamos na barraca até +- umas 3hrs da manhã se não me engano, arrumamos as coisas que queríamos levar e começamos a subida, basicamente subir não tem erro já que todos sobem juntos, mas é bom acompanhar o grupo, o caminho é complicado pra quem não tem preparo físico, muitas pedras, algumas soltas que exigem muito cuidado na subida alguns locais ficam mais fáceis de subir com o auxílio das mãos, é bonito olhar o caminho que fica todo iluminado com as luzes das lanternas, andando o frio reduz e até começamos a suar quando isso acontece é bom tirar uma das blusas pra não dar hipotermia se começar a sentir frio coloque novamente. Depois de muito andar chegamos ao topo, infelizmente andamos muito rápido e chegamos cedo demais ficamos aguardando mais de uma hora até o nascer do sol, o frio lá em cima chega a ser doloroso, mas a visão do nascer do sol, das cidades, das montanhas que se tem lá de cima compensa qualquer sacrifício e se torna uma vitória, uma conquista.
Topo do Pico da Bandeira


A descida é bem mais tranquila já que está de dia e o sol ameniza bem o frio, chegando de volta ao terreirão desmontamos nossas barracas arrumamos tudo e descemos até a tronqueira pra aguardar os jipes que nos levariam de volta a portaria. De volta à cidade, almoçamos e viemos embora, a animação da ida foi embora e o cansaço tomou conta de nós, mas a sensação que ficou foi gratificante.





O único ponto negativo é a administração do parque que deixa muito a desejar, encontramos muito lixo nas subidas, o valor dos jipes que foi consultado antes por telefone foi passado errado, além disso, soubemos que a casa de repouso que é alugada e reservada com antecedência, foi alugada pra mais de dois grupos diferentes, os banheiros são uma vergonha não possuem luz elétrica e as placas de luz solar não funcionam, e são extremamente sujos a limpeza também depende de nós visitantes, mas a situação é desanimadora.
Não deixe de visitar o parque, mesmo com necessidade de alguns reparos administrativos é um dos lugares mais bonitos que já vimos.

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